sábado, 31 de outubro de 2009

Um grande agir de Deus na História


Em 1517, o monge agostiniano (portanto, membro da Igreja Católica) e professor universitário Martinho Lutero (1483 – 1546) afixou na porta da catedral de Wittenberg 95 teses e que denunciava e protestava contra a venda de indulgências.
O papa, na época Leão X, exigiu sua retratação, o que não ocorreu, prolongando o conflito por cerca de três anos. Finalmente, em 1520, Lutero foi excomungado pelo papa. Para demonstrar sua insatisfação, ele queimou em público a bula papal que o condenava. Em virtude de sua radicalidade, Lutero foi proscrito do Império. No entanto, o príncipe Frederico da Saxônia o acolheu em seu castelo.Protegido no castelo, Martinho Lutero traduziu a Bíblia do latim para o alemão (o que era proibido na Época [pela Igreja Católica]).

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

റെഒലോഗിയ പറ എ vida


Recente consulta do Ministério da Justiça com 65 mil profissionais de segurança pública (policiais civis e militares, bombeiros, guardas municipais e agentes) sobre o contexto em que estão inseridos trouxe uma informação inusitada sobre religião: Quando perguntado aos profissionais da segurança pública em que campos eles gostariam de aprofundar seus conhecimentos, além dos cursos e especialidades oferecidos na corporação, cerca de 28% responderam que gostariam de estudar Teologia. A escolha por Direito ou Criminologia apareceu em primeiro lugar para os profissionais de todas as corporações, com exceção dos bombeiros, para os quais essa opção veio em terceiro lugar (Informática e Educação Física vieram na frente). Também aparecem na frente da Teologia a Comunicação (62%), Psicologia (56%), Administração (54%), Ciências Sociais (38%) e Estatística (31%).

veja no site
http://www.agenciasoma.org.br/sys/popmaterias.asp?codMateria=ta0d4VohibWU&secao=show

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

COMUNICADO DE IMPRENSA DA IGREJA ANGLICANA REFORMADA

A Igreja Anglicana Reformada considera o anuncio feito hoje pelo Vaticano , no qual o Papa Bento XVI aprovou uma “Constituição Apostólica” em que comunica sua disposição para que grupos anglicanos que desejem ser recebidos em comunhão com a Igreja de Roma possam ter lugar, de tal forma que eles ainda mantenham os aspectos da tradição anglicana.

Por um lado, estamos felizes por aqueles irmãos que desejam unir-se à Igreja de Roma. Sem dúvida, esta decisão representa um importante reconhecimento da integridade da tradição Anglicana no âmbito mais amplo da igreja Cristã. Enquanto nós acreditamos que esta disposição não será utilizada pela grande maioria dos Anglicanos no mundo, certamente pode ser uma resposta àqueles que desejam aceitar e participar desta oferta importante.

Entendemos que os Anglicanos preocupados com a defesa da fé cristã não precisam unir-se a Igreja de Roma, porque agora temos a Fraternidade dos Anglicanos Confessantes (FCA) que mantém juntos aqueles que querem viver a fé crista verdadeira através da tradição Anglicana. Por isso, a Igreja Anglicana Reformada não participará deste convite e, novamente, nos comprometemos a ser fiéis cristãos vivendo o Evangelho de Jesus Cristo através da tradição Anglicana.

Ao mesmo tempo, apesar de nossas diferenças históricas, doutrinárias, sacramentais e litúrgicas com Roma, nós nos comprometemos a orar por aqueles irmãos que encontrem nesta iniciativa a resposta às suas orações. Ao mesmo tempo, esperamos a publicação da Constituição Apostólica detalhando o anúncio de hoje.

Secretaria de Imprensa da Igreja Anglicana Reformada

segunda-feira, 5 de outubro de 2009


Faço das palavras do Ver. Robinson Cavalcanti minhas palavras, um verdadeiro manifesto protestante que há tempos não vejo. Com orgulho e emoção coloco no meu blog esta maravilhosa reflexão,dos tempos bons que tomara a Deus não fique só na saudade de muitos mais na realidade de todos. Não poderia deixar de postar essas memórias de Robinson Cavalcanti sem mais demora vejamos o que disse o mesmo:

Saudades dos crentes
Robinson Cavalcanti
Em volta, a beleza da natureza de Paripueira e o som das ondas do mar. Recosto-me na rede, no alpendre (que os não-nordestinos insistem em chamar de terraço), lanço um olhar sobre minha caminhada religiosa... Vencendo os preconceitos, aproximei-me dos “crentes” em meados dos anos 50. Fiquei surpreso como pessoas bem simples conheciam profundamente as Sagradas Escrituras e como o Evangelho, como “plano de salvação”, era exposto com clareza e autoridade, o que demandava uma resposta de compromisso dos ouvintes. Encantei-me com o clima fraterno entre os “irmãos”, como família da fé. A escola dominical me deslumbrava, quando eu via a Bíblia sendo aberta e estudada. Passei a conhecer um novo mundo. Jamais seria o mesmo. Tornei-me um “crente”. Em 1960, assisti ao primeiro culto com Santa Ceia na Igreja Presbiteriana de Garanhuns, PE, onde imperava uma atmosfera de solenidade e reverência, um silêncio respeitoso. Uma música clássica tocava suavemente; seguia-se uma “ordem do culto” como roteiro litúrgico. O pastor vestia um terno preto com colarinho clerical. As leituras, os hinos e a música do coral se harmonizavam, conduzindo-nos a um enlevo espiritual, numa experiência marcante. Familiarizei-me com os Salmos e Hinos e o Cantor Cristão, com suas melodias, conteúdo teológico e temas apropriados para cada ocasião. Festas de aniversário, casamentos (nunca “mistos”) e, particularmente, funerais representavam nova experiência de fé, alegria e irmandade. Todo mundo tinha um espaço na vida eclesial, o que então eu aprendi como sendo o “sacerdócio de todos os crentes”. E a preocupação com a preparação dos sermões, com os clássicos “3 pontos”, que ocupam o centro do culto, alimentando-nos espiritualmente? Aquele era um tempo em que se referia a “grandes pregadores”, pessoas simples, sóbrias, profundas, conhecedoras da Palavra, da doutrina e também do vernáculo (não se usavam “tu” e “você” misturados, como hoje). Os protestantes eram minoria num contexto (já declinante) de discriminação e, até mesmo, de perseguição. Isso reforçava o espírito de corpo, a coesão interna, não somente dentro das denominações, mas em
seu conjunto, como “o povo evangélico” (nossa identidade), aspirando maior aceitação, espaço e respeitabilidade. Não dava para disfarçar o orgulho pela pioneira visita do presidente da República à Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, em 1959, ou pelo Maracanã lotado pelos batistas em l960. Enfatizava-se a necessidade de conversão, ou “novo nascimento”, e era costume ouvir “testemunhos”. O recém-convertido ficava longos meses na classe dos “catecúmenos”, aprendendo a Bíblia, as doutrinas básicas da fé cristã e as características marcantes de sua denominação. Essa foi, também, minha rica experiência de aprendizagem e amadurecimento antes da minha confirmação (pública profissão de fé), em 1963, na Igreja Evangélica Luterana. As igrejas eram divididas em organizações (com seus departamentos), onde se procurava aplicar o ensino à vida. Entre os jovens, aos sábados, se promoviam as chamadas festas sociais. Os pastores, de várias denominações, faziam intercâmbio de púlpitos, sem temores de atitudes antiéticas por parte dos colegas. O crente brasileiro de então vivia sob a ideologia de um Destino Manifesto: a crença de que a presença do protestantismo entre nós concorreria para trazer a democracia e o progresso. A Confederação Evangélica Brasileira (CEB) tinha legitimidade como órgão aglutinador da comunidade protestante. Realizava eventos memoráveis, como a Conferência do Nordeste, de l962, no Recife, envolvendo intelectuais evangélicos e não-evangélicos, sob o tema “Cristo e o Processo Revolucionário Brasileiro”. Como esquecer a Semana da Reforma, que acontecia todos os anos, em outubro, quando milhares de igrejas, em todo o país, estudavam, com o mesmo material, um aspecto ou personagem da Reforma Protestante do Século 16, o que contribuía para a consolidação de uma identidade? Conheciam-se os Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Solus Christus. Grêmios, sociedades literárias e publicações contribuíam para o crescimento não só espiritual, mas também intelectual dos “crentes”. Grandes pastores estavam preocupados em edificar igrejas sólidas para suas denominações, e não impérios religiosos para si. Os vínculos eram do tipo: fiel–igreja–denominação, e não fiel–pastor. A modalidade de culto espetáculo, centrado nos pastores estrelas, era algo inimaginável. Históricos, primeiro; pentecostais, depois; éramos todos, acima de tudo, evangélicos. O fundamentalismo e o liberalismo chegariam muito depois, de forma marginal ou periférica, tidos como estranhos à nossa maneira de ser. Apesar dos problemas naturais, inerentes aos seres humanos, posso, com convicção, afirmar: “Bons tempos aqueles... Meninos, eu vi!” Depois... bem... Depois é o que temos e conhecemos hoje. Do passado pouca coisa parece ter ficado. Crescemos (talvez, tenhamos inchado),
tragicamente nos fragmentamos. Do velho e sólido protestantismo parece nos ter restado apenas uma vaga memória. Os shows substituíram a solenidade dos cultos; os “astros e estrelas”, os estadistas do reino de Deus; a coreografia, a alma genuflexa; os gemidos inexprimíveis, os hinos. Voltamos à cosmovisão opressiva da Idade Média com as batalhas espirituais e a teologia da prosperidade, que, por sua vez, traz de volta as indulgências. As experiências tomam o lugar da fé na Providência; a importação de pacotes estrangeiros, o lugar da busca de uma construção nacional. Parece que perdemos o respeito e a credibilidade. Cada vez com mais freqüência, nos deslocamos para as páginas policiais. O neofundamentalismo bitolante já fez escola, e o liberalismo pós-moderno, cético e relativista, vai-se infiltrando, sorrateiro, venenoso e mortal. Graças a Deus, há um remanescente fiel. Nem tudo está perdido, e nos movemos pela esperança no Senhor da Igreja, apesar de tudo. Ainda há muitos crentes no Brasil e, estamos certos, sempre haverá. Apenas nostalgia? Apenas saudosismo de um velho na rede, ou um olhar no passado buscando forças para viver o melhor do presente e, ainda, teimosamente, continuar sonhando com o futuro? Bons tempos no passado... Bons tempos, também, no presente e no futuro? Meninos (e meninas), eu vi... E espero continuar vendo... Que todo o sério esforço do passado não tenha sido em vão! Com fidelidade à Palavra de Deus e ao sagrado depósito da fé apostólica, e com discernimento, é tarefa de todos nós, enquanto estivermos aqui, enfrentar as adversidades externas e internas, procurando tornar o evangelho relevante à nossa geração, inclusive, até o dia em que você também estiver na rede...
Dom Robinson Cavalcanti é bispo da Diocese Anglicana do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política — teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo — desafios a uma fé engajada.www.dar.org.br
Publicado na Revista Ultimato
http://www.ultimato.com.br/revistas_artigo.asp?sec_secaoMestre=1023&sec_id=1025&edicao=295

sábado, 11 de julho de 2009

NO DIA 1O DE JULHO DE 1509: NASCIA JOÃO CALVINO


No ano que se comemora os 500 anos do nascimento de João Calvino em todo o mundo, o Vaticano publica no seu Jornal esse fato de tal importância para cristandade. Vejamos o que diz o Jornal:

L”Osservatore Romano elogia Calvino, na celebração de seus 500 anos
03/07/2009 - 13:46 - AFP
O jornal do Vaticano, L’Osservatore Romano, elogiou nesta sexta-feira “a extraordinária” figura do protestante francês João Calvino (Jean Calvin, 1509-1564), “um cristão” que deixou “marca profunda na face da terra”, escreveu.
O elogio a Calvino, o teólogo que durante a Reforma Protestante defendeu uma férrea disciplina chamada calvinismo, foi escrito pelo historiador Alain Besançon, por ocasião do 500 aniversário de nascimento do célebre pensador.

Segundo o jornal, “dois homens tiveram a força de mudar o destino europeu: Jean-Jacques Rousseau que transformou (com suas ideias) o século XIX e o XX, e Calvino, ainda mais”.

O jornal do Vaticano sustenta que “a organização calvinista é uma genial criação”, que soube “resistir a todas as mudanças e revoluções da modernidade” graças a sua “superioridade e eficácia, comparada ao rígido autoritarismo do mundo luterano”.

Calvino nasceu no dia 10 de julho de 1509, na Picardia, norte da França e morreu em Genebra no dia 27 de maio de 1564.

O movimento calvinista conta, atualmente, 600 milhões de fiéis em todo o mundo.

Assim como seu contemporâneo Martim Lutero (1483-1546), a quem nunca conheceu pessoalmente, Calvino privilegiou a leitura bíblica, o desapego a bens materiais e a “saúde pela fé”.

Em 1533, tornou-se adversário da Igreja Católica e condenou, assim como Lutero, o poder do Papa e dos concílios, assim como a confissão.

Sua obra-prima, “L’Institution de la religion chrétienne” (1536), A Instituição da Religião Cristã, preconiza um protestantismo rigoroso.

O chamado calvinismo, uma variante do protestantismo viria a ser bem sucedida em países como a Suíça (país de origem), Holanda, África do Sul (entre os africânderes), Inglaterra, Escócia e Estados Unidos da América.

Foi batizado com o nome de Jean Cauvin. A tradução do nome de família “Cauvin” para o latim Calvinus deu a origem a “Calvin”, pelo qual se tornou conhecido.

Vítima das perseguições aos protestantes na França, fugiu para Genebra em 1536, onde faleceu em 1564. Genebra havia se tornado, definitivamente, um centro do protestantismo europe.

Martim Lutero escreveu as suas 95 teses em 1517, quando Calvino tinha oito anos de idade.

Segundo o historiador de religiões Odon Vallet, é difícil hoje em dia dizer “quem é calvinista e quem não é”. Destaca que os anglicanos foram influenciados ao mesmo tempo por Calvino e pelo catolicismo, enquanto que entre os evangélicos, há uma parte “histórica” calvinista.


Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria

fONTE:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/07/03/losservatore+romano+elogia+calvino+na+celebracao+de+seus+500+anos+7103910.html

sexta-feira, 3 de abril de 2009

CRISTIANISMO E CULTURA

Existe, sem dúvida, uma relação muito estreita entre o Cristianismo e a Cultura, uma vez que ele nasceu, cresce e desenvolve-se no seio da Cultura e dos diversos espaços culturais. Por isso é de suma importância que o mensageiro cristão (missionário) ao se sentir tocado a anunciar o evangelho principalmente em comunidades e povos de outras etnias, deve preocupar-se em conhecer e aprofundar o seu conhecimento sobre os costumes, as tradições e cultura local do povo a ser evangelizado.
Nesse processo de conhecimento das diferentes formas culturais dos povos é de suma importância e relevância a antropologia, ciência essa que nas suas variadas correntes auxilia-nos a compreender as diferentes manifestações culturais vigentes nas sociedades do mundo todo.
A Bíblia é um livro que expressa diferentes formas de manifestações culturais de diferentes povos, alguns desses costumes são tidos como condenáveis como o caso da idolatria, desigualdade social, etc. M as também destaca inúmeros aspectos culturais positivos desenvolvidos pelos povos da antiguidade, como por exemplo, as festas cerimoniais dos hebreus. Portanto a bíblia respeita a cultura e a enaltece, mas também a condena quando ela foge dos parâmetros da santidade de Deus e de sua Palavra. Por isso devemos conhecer a bíblia como um todo ao anunciá-la e prega-la com convicção confiando no Espírito Santo na aplicação das verdades eternas no coração do homem e assim não tem costumes, barreira ou qualquer outra ciosa que resista a vontade e propósitos divinos.
Um livro que trata muito da questão da influência do cristianismo na cultura é “Se Jesus não tivesse nascido o que nos aconteceria” do autor D. James - Editora Vida.
Nessa obra o autor nos mostra como o cristianismo ao longo dos séculos tem mudado a cultura vigente, demonstrando assim e confirmando as palavras de Paulo, “o evangelho é o poder de Deus!
Portanto é relevante meditarmos e aprofundarmos nossos conhecimentos das diferentes culturais, para assim então servir melhor ao Senhor e nosso próximo.
René Almeida

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Lei e Graça na vida Cristã


Lei e graça na vida cristã
Introdução
17
¶ Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.
18
Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.
19
Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus. (Mt 5:17 -19).
Uma grande confusão os evangélicos vivem hoje em dia, uns vivem na lei sem a graça, outros vivem na graça sem a lei.
Até que ponto um cristão pode viver na lei sem esquecer-se da maravilhosa graça, essa é uma pergunta que passa na mente de muitos evangélicos no Brasil, uma sociedade que prega a paz e amor, em nome do amor matamos, em nome da paz deixamos o próximo matar.
Em nossa vida de santidade como cristão, como devemos proceder, será que um crente fiel tem como harmonizar a lei e graça para vivemos conforme a palavra de Deus, que é a Bíblia, nós concordamos que a Bíblia é a nossa regra de fé e pratica, automaticamente estamos dizendo que existe uma lei, regra ou mandamento para nossa vida. Jesus não falou que veio mudar as leis, nem tampouco vetá-las, mas cumprir.
Nesse pequeno e simples trabalho quero mostrar que é possível uma vida santa usando a lei como um guia. E tentarei mostra um pouco da lei moral em nosso dia a dia, sem, contudo esquecer-se da dispensação da graça. A graça que sempre esteve com o povo de Deus tanto no Velho Testamento como na Nova Aliança.
Hoje em dia vemos duas tendências na igreja cristã a primeira é o legalismo que tanto o Apostolo Paulo lutou e escreveu vejamos o que é legalismo.
J. I. Packer diz: O legalismo (abordado em Romanos 4 e 9-11; Gálatas 2-5 e Colossenses 2) fruta a graça divina, por buscar a retidão mediante a religiosidade e as obras da lei, encarando-as como parte do fundamento de nossa aceitação diante de Deus, justamente com os méritos de Cristo. Paulo, todavia, insistia contra isso, dizendo que a fé em Cristo para a salvação é uma confiança exclusiva, de tal modo que uma professa confiança em Cristo que não exclua totalmente a autoconfiança não é fé real, aos olhos de Deus. Por esta causa veio a advertência pauliana aos gálatas judaizantes, os quais achavam que precisavam suplementar a sua fé em Cristo com o ato de serem circuncidados: “De Cristo vos desligastes, vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaístes” (Gálatas 5:4). A observância da lei não desempenha qualquer papel na justificação. Esta se realiza exclusivamente pela fé, pois acha-se somente em Cristo e através dEle, e é somente pela graça. Confiar nas próprias obras, juntamente com a obra de Cristo, desonra-O, frustra a graça e priva a pessoa da vida eterna (cf. Gálatas 2:21 e 5:2).[1]
Em segundo lugar é o mais comum nas igrejas atuais é o antinomianismo vejamos o que J. I. Packer escreveu sobre isso:
No outro extremo o antinomianismo (abordado em Romanos 6; 2Pedro 2 e 1João) erra por transformar “em libertinagem a graça de nosso Deus” (Judas 4). Enquanto o legalista exalta de tal modo a lei que chega a excluir a graça, o antinomiano é fascinado pela graça ao ponto de perder de vista a lei, como uma regra de vida. Ele argumenta que, visto que os crentes estão “libertados da lei” (Romanos 7:6) e não debaixo da lei, e, sim, da graça (Romanos 6:15), com o perdão eterno já em sua possessão, não mais importa que tipo de vida eles levem. Embora o legalismo e o antinomianismo, segundo certo ponto de vista, sejam pólos opostos de erro, há, na teologia, e freqüentemente na experiência, um elo de ligação entre eles: ambos procedem da mesma fala suposição de que o único propósito da observância da lei é obter justiça diante de Deus. Assim sendo, o legalista ocupa-se em estabelecer sua própria justiça, ao passo que o antinomiano, regozijando-se no dom gratuito da justificação pela fé, não vê razão alguma para guardar a lei. Muitos dos antinomianos, na história, têm saído do legalismo por reação ao mesmo. Ambos os erros, porém, são respondidos assim que percebemos que a lei moral expressa a vontade de Deus para o homem em sua condição de homem. Jamais teve a finalidade de servir como um método de salvação (e, de qualquer forma, é inútil para esse propósito). A lei foi dada para guiar os homens na vida de piedade. E a graça, ao mesmo tempo que condena a justiça própria, estabelece a lei como regra de conduta. Escreveu Paulo: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos no presente século, sensata, justa e piedosamente” (2 Timóteo 2:11,12). Essa é a resposta final ao antinomianismo: a graça estabelece a lei. [2]
Agora que já sabemos a diferença entre essa duas correntes e o perigo delas, como ter um equilíbrio para não cairmos no extremismo desses dois pólos.
Primeira coisa a observar é os tipos de leis que se encontra na Bíblia para depois usamos corretamente. Não é algo fácil para discernir por isso vemos uma igreja destorcida na suas doutrinas.
Três tipos de lei encontramos na Bíblia: Civil,Moral e Religiosa. Vamos começar vendo os tipos de lei para depois ver qual dessa pode ser utilizada em nossa vida.
Lei Civil ou Judicial – representa a legislação dada à sociedade israelita ou à nação de Israel; por exemplo, define os crimes contra a propriedade e suas respectivas punições.
Lei Religiosa ou Cerimonial – representa a legislação levítica do Velho Testamento; por exemplo, prescreve os sacrifícios e todo o simbolismo cerimonial.
Lei Moral – representa a vontade de Deus para o ser humano, no que diz respeito ao seu comportamento e aos seus principais deveres.

Para esclarecer a função da lei de Deus dada por intermédio de Moisés nas diferentes épocas da revelação, Calvino usou a seguinte terminologia:

O Primeiro Uso da Lei: Usus Theologicus
É a função da lei que revela e torna ainda maior o pecado humano. Segue o ensino de Paulo em Romanos 3.20 e 5.20:
...visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei, em razão de que pela lei vem o pleno conhecimento do pecado.
Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça.
O Segundo Uso da Lei: Usus Civilis
É a função da lei que restringe o pecado humano, ameaçando com punição as faltas contra ela mesma. É certo que essa função da lei não opera nenhuma mudança interior no coração humano, fazendo-o justo ou reto ao obedecê-la. A lei opera assim como um freio, refreando “as mãos de uma ação extrema.’’ Portanto, pela lei somente o homem não se torna submisso, mas é coagido pela força da lei que se faz presente na sociedade comum. É exatamente isto que permite aos seres humanos uma convivência social. Vivemos em sociedade para nos proteger uns dos outros. Com o tempo, o homem pode aprender a viver com tranqüilidade por causa da lei de Deus que nos restringe do mal. O homem é capaz, por causa da lei de Deus, de copiá-la para o seu próprio bem. É até mesmo capaz de criar leis que refletem princípios da justiça de Deus. Calvino menciona o texto de 1 Timóteo 1.9-10 para mostrar essa função da lei:
...tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, irreverentes e pecadores, ímpios e profanos, parricidas e matricidas, homicidas, impuros, sodomitas, raptores de homens, mentirosos, perjuros e para tudo quanto se opõe à sã doutrina...

O Terceiro Uso da Lei
Esse uso da lei só é válido para os cristãos — ensina-os, a cada dia, qual a vontade de Deus. Segundo o texto de Jeremias 31.33, a lei de Deus seria escrita na mente e no coração dos crentes:
Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo.
Se a lei de Deus está impressa na mente e escrita no coração dos crentes, qual a função da lei escrita por Moisés? Ela é realmente necessária? Não basta um coração convertido, amoroso e cheio de compaixão para conhecer a vontade de Deus? A “lei do amor” e a consciência do cristão orientado pelo Espírito Santo não bastam? Não seria suficiente apenas termos a paz de Cristo como árbitro de nossos corações? (Cl 3.15).
Creio que não é bem assim. A lei, assim como no Éden, tem ainda um papel orientador para os cristãos. Embora eles sejam guiados pelo Espírito de Deus, vivendo e dependendo tão somente da sua maravilhosa graça, a “lei é o melhor instrumento mediante o qual melhor aprendam cada dia, e com certeza maior, qual seja a vontade de Deus, a que aspiram, e se lhes firme na compreensão.” A paz de Cristo como o árbitro dos corações só é clara quando conhecemos com clareza a vontade de Deus expressa na sua lei. Deus expressa sua vontade na sua lei e essa se torna um prazer para o crente, não uma obrigação. Calvino exemplifica com a figura do servo que de todo o coração se empenha em servir o seu senhor, mas que, para ainda melhor servi-lo, precisa conhecer e entender mais plenamente aquele a quem serve. Assim, o crente, procurando melhor servir ao seu Senhor empenha-se em conhecer a sua vontade revelada de maneira clara e objetiva na lei. [3]



Uns dizem que estamos na graça não precisamos mais da lei, agora que já vimos que existem diferenças entre as leis que encontramos na Bíblia ficou mais fácil entender que realmente necessitamos da lei Moral para nossa vida cristã.

Em seu artigo Lei vs. Graça: Os Dez Mandamentos e a Graça de Deus o Pb. Solano Portela comenta:

Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela continua representando a soma de nossos deveres e obrigações para com Deus e para com o nosso semelhante.
Estamos sob a Lei Moral de Deus, no sentido de que ela, resumida nos Dez Mandamentos, representa a trilha traçada por Deus no processo de santificação, efetivado pelo Espírito Santo em nossas pessoas (João 14:15). Nos dois últimos aspectos, a própria Lei Moral de Deus é uma expressão de sua Graça, representando a objetiva e proposicional revelação de Sua vontade. [4]
Conclusão

Com o uso da lei moral podemos ter uma vida de santidade e saber o que Deus que para minha vida, a lei seve como uma estrada ela não salva, mas nos mostra o caminho que devemos andar. Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho. (Sl. 119: 105). O legal da fé Reformada é que defende a graça sem cair erroneamente.

Como bons cristãos devemos guardar os mandamentos do nosso Senhor e salvado em nossos corações, para não pecar contra ele e andamos em toda a boa obra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. ( 2Tm 2:21).

Como Noé que Deus achou graça e teve uma vida piedosa, isto no Velho Testamento. Nós devemos ter uma vida beatitudes e consagração a Deus, como no sermão do monte Cristo falou dos Bem aventurados.Não devemos deixar de perseverar nas doutrinas Bíblicas. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam. (Lucas 11:28). Podemos utilizar a lei moral para despojar o velho homem e viver com forme a vontade de Deus. e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. (Jo 8: 32).


Sola Scriptura.


Bibliografia
Meister,F. Mauro, Lei e Graça.São Pulo,Ed. Cultura Cristã,2003.
Johnson, L. Terry, A doutrina da Graçã na Vida pratica.São Paulo, Brasil. Ed. Cultura Cristã,2001.pg.135 a 151.
Calvino,Juan, Institución de La Religión Cristiana. FELiRe, Barcelona, Spain, 2006.Pg 245 a 312.
Fonte: Extraído do livro “Vocábulos de Deus” de J. I. Packer, publicado no Brasil pela Editora Fiel.
http://www.monergismo.com/textos/lei_evangelho/graca_lei_packer.htm
http://www.solanoportela.net/palestras/lei_graca.htm
http://www.thirdmill.org/files/portuguese/48135~9_19_01_11-05-10_AM~leigraca.htm
http://www.bibliaonline.com.br/

[1] http://www.monergismo.com/textos/lei_evangelho/graca_lei_packer.htm

[2] http://www.monergismo.com/textos/lei_evangelho/graca_lei_packer.htm

[3] http://www.thirdmill.org/files/portuguese/48135~9_19_01_11-05-10_AM~leigraca.htm

[4] http://www.solanoportela.net/palestras/lei_graca.htm